Bioeconomia transforma floresta em renda e impulsiona nova economia no Baixo Amazonas

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Projeto liderado pelo Sebrae fortalece mais de 160 empreendimentos ao unir inovação, ciência e saberes tradicionais em Santarém, Belterra, Mojuí dos Campos e Alter do Chão

A floresta em pé como ativo econômico, a valorização dos saberes tradicionais e a inovação aplicada aos pequenos negócios estão no centro de um novo modelo de desenvolvimento em consolidação no Baixo Amazonas, no Pará. Liderado pelo Sebrae, o projeto Bioma Amazônico vem estruturando, desde 2024, uma estratégia de fortalecimento da bioeconomia regional em municípios como Santarém, Belterra, Mojuí dos Campos e Alter do Chão. A iniciativa piloto já impacta diretamente cerca de 160 empreendimentos e, de forma indireta, mais de 200 negócios e iniciativas comunitárias.

O programa atua em diferentes frentes para transformar ativos da sociobiodiversidade amazônica em oportunidades econômicas sustentáveis. A estratégia combina incubação de negócios, inovação aplicada, fortalecimento de cadeias produtivas regenerativas, acesso a mercados e atração de investimentos para o território. O objetivo é promover inclusão produtiva, geração de renda e conservação ambiental a partir das potencialidades da floresta e das comunidades locais.

Para o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, o modelo desenvolvido no Baixo Amazonas demonstra que é possível conciliar desenvolvimento econômico, inovação e conservação ambiental. “O que estamos fomentando no Baixo Amazonas é um modelo de desenvolvimento baseado na valorização da floresta e das pessoas que vivem nela. A bioeconomia amazônica tem enorme potencial para gerar renda, fortalecer pequenos negócios e posicionar o Brasil como referência mundial em soluções sustentáveis e inovadoras a partir da biodiversidade”, afirma.

Na Floresta Nacional do Tapajós, a Casa do Elton transforma tradição e hospitalidade em experiência amazônica.

 

“A bioeconomia não é uma agenda do futuro, é uma necessidade do presente. Quem conseguir conectar ciência, inovação e saberes tradicionais estará construindo as bases de um novo modelo de desenvolvimento, a partir das vocações dos territórios. O caminho está nos bioativos, gerando oportunidades de mercado e empreendedorismo para quem sempre viveu e protegeu esse território”, aponta o diretor técnico do Sebrae, Bruno Quick.

Uma das iniciativas desenvolvidas no território foi o projeto Iconografia Local – Bioma Amazônico, que transformou elementos da cultura, da ancestralidade e da biodiversidade regional em produtos de design com identidade amazônica. Ao longo do projeto, 20 empreendedores participaram de capacitações em gestão, inovação, precificação, posicionamento comercial e acesso a mercados, fortalecendo negócios ligados à moda, artesanato, turismo e economia criativa.

Outro eixo estratégico da atuação do Sebrae é o fortalecimento do ecossistema de inovação regional.
Em 2025, foi implantada a Oka Hub – Incubadora da Floresta, iniciativa voltada à aceleração de startups ligadas à sociobiodiversidade amazônica. Atualmente, 11 startups participam de um processo personalizado de incubação com duração de 24 meses.

O ecossistema reúne 155 pesquisadores, já destinou R$ 350 mil em bolsas de apoio aos empreendedores e contribuiu para um aumento médio de 150% no faturamento das empresas incubadas, além de contabilizar seis patentes em desenvolvimento.

Fonte: ASN Nacional

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